Curso – A Árvore de Decisão

Curso - A Árvore de Decisão
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Uma visão crítica sobre o impacto climático no setor cafeeiro

O Barista Hustle iniciou o trabalho em um curso gratuito que ajuda baristas e proprietários de café a tomar decisões informadas sobre como operar em um mundo assolado pela mudança climática. Reconhecemos que nossa indústria tem uma história de colonialismo, exploração e lavagem verde. A intenção deste curso é colocar os leitores no banco do motorista. Com a ajuda de pessoas maravilhosas como o professor Stephen Abbott (que produziu um aplicativo para este curso que dá a todos acesso à tecnologia necessária para executar sua própria análise do ciclo de vida), este curso o inspirará a reduzir suas emissões. Desde a primeira lição, você descobrirá como os baristas podem fazer uma diferença de gigatonelada no corte de carbono. Este curso será publicado em episódios aqui no nosso blog e será enviado aos nossos assinantes do BH Unlimited com suas atualizações ilimitadas.

Entrevista com o Dr. Adam Carr

O Dr. Adam Carr dirige o Centro de Ciência e Educação do Café em torrefadoras de café Seven Miles em Sydney, Austrália. O Dr. Carr trabalhou anteriormente como pesquisador em engenharia química, com foco em tecnologias de água de alta temperatura, então talvez fosse inevitável que ele acabasse transferindo essas habilidades para a indústria cafeeira.

Curso - A Árvore de Decisão 1Foto: Dr. Adam Carr (à esquerda).

Em 2018, ele conduziu uma avaliação do ciclo de vida (ACV) focada na redução do CO2 pegada de um café típico na Austrália, que mostrou algumas mudanças simples que os cafés podem implementar para reduzir bastante seu impacto ambiental.

De acordo com esta ACV, até metade das emissões de carbono de um café típico são provenientes da eletricidade necessária para alimentar a máquina de café expresso. Isso sugere que, dependendo da sua máquina, reduzir o consumo de energia em desligando sua máquina durante a noite ou mudar para o modo econômico, pode ter um grande impacto no CO2 e economize dinheiro no processo.

A próxima maior contribuição para o CO2 A pegada, em mais de um quarto, vem da quantidade de leite utilizada. Reduzir o desperdício de leite ou incentivar o uso de alternativas também tem o potencial de reduzir bastante o CO2 emissões.

Por outro lado, as emissões de copos descartáveis ​​representavam apenas 0,6% do total de emissões calculadas. Este é um ótimo exemplo de como uma ACV pode ajudar uma empresa a direcionar as intervenções mais eficazes para reduzir sua pegada de carbono. Você pode ler o resumo completo dos resultados da LCA aqui.

Barista Hustle – O que levou a Seven Miles a realizar uma ACV?
Adam Carr – Quando eu comecei na Seven Miles, havia muita conversa sobre a sustentabilidade dos copos de papel e seu impacto no meio ambiente, mas não encontrei fatos confiáveis ​​sobre qual era a pegada de carbono de qualquer parte do processo de fabricação de café. Assim, como fiz ACVs em minha antiga vida como engenheiro de pesquisa, fiz um para obter uma visão mais clara!

BH – Você trabalhou com um consultor, usou um aplicativo ou calculou os números diretamente?
AC – Eu construí a partir do zero. Como engenheiro químico, meu treinamento é fundamentalmente sobre balanços de massa e energia, que é a maior parte do que as ACVs são essenciais. A maioria dos programas também faz suposições que podem ou não ser errôneas; portanto, para evitar resultados falsos e para obter maior clareza, calculamos a maioria dos resultados internamente (ou seja, aqueles que ainda não foram publicados em uma fonte confiável).

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BH – Você mencionou que encontrou avaliações completas do berço ao túmulo para alguns processos na literatura, mas outros exigiram algumas suposições e cálculos (por exemplo, alimentos para cafés). Onde os dados ainda não estavam disponíveis na literatura, como você estimou ou calculou esses números?
AC – As suposições variam significativamente, por isso é difícil dar uma resposta abrangente! Alguns eram simples: tivemos que assumir a massa de um ‘ovo padrão’, que tem uma pegada de carbono associada disponível na literatura para, por exemplo, um ovo de 70g. Ficou mais complicado quando precisávamos estimar a energia necessária para cozinhá-lo (assuma um queimador de gás natural, queimando a alguma pressão da linha, com uma saída de energia padrão, por um determinado período de tempo) e adicione as emissões de carbono disso em topo do que é preciso para cultivar uma galinha poedeira. Esse valor foi obtido a partir de uma média de valores de vários sites e revistas acadêmicas. As premissas aqui também incluíam se as galinhas estavam ao ar livre, eram criadas com bateria, a alimentação necessária e outras coisas. E isso foi apenas para calcular a pegada de carbono em um rolo de bacon e ovo! Então, você pode ver a profundidade da toca do coelho com suposições.

Alguns artigos publicados sobre certos aspectos estão disponíveis gratuitamente em sites do governo (por exemplo, emissões de carbono por BTU de energia produzida em NSW, Austrália), alguns em periódicos acadêmicos (valores e análises de medição de ecopontos suíços) e alguns foram computados com base em suposições lógicas.

BH – O que você faria de diferente se fosse conduzir a análise novamente?
AC – Estou bastante satisfeito com os resultados que obtivemos, pois eles pareciam refletir uma análise do ciclo de vida disponível para todo o ciclo de vida do café (analisamos apenas os cafés do blog, embora eu tenha aprofundado mais tarde). Penso que se o fizéssemos de forma diferente, faríamos alguns experimentos para confirmar algumas das suposições sobre, por exemplo, máquinas – observando o consumo real de energia para máquinas de 1 – 2 e 3 grupos, trocador de calor x multiboiler etc. . e faça backup das suposições com medidas do mundo real.

BH – Você esperaria ver resultados semelhantes para todos os cafés?
AC – Sim, com base no fato de que (conforme demonstrado em nossos resultados), mais de 50% da pegada ambiental de um café se deve à operação de máquinas de café expresso, e publicamos nossos resultados em uma base por quilo de café consumido. Pode haver uma variação geral de 10% na ACV por café, supondo que os cafés tenham uma diferença de 100% no desperdício de alimentos, mas são batatas pequenas em comparação com a pegada geral.

BH – Que conselho você daria para pequenas empresas que desejam entender como minimizar sua própria pegada?
CA – De acordo com nossos resultados, recomendamos que você inutilize sua máquina de café em um estado de baixa energia durante a noite, ou mesmo desligue-a. Descobrimos que não há uma economia insignificante de custos (assim como2 economia), mesmo que sejam cinco horas até a próxima hora de serviço do café.

BH – Que mudanças você fez para melhorar sua sustentabilidade após a realização da ACV? Quais dessas mudanças deram a você o ‘bang’ ambiental mais rentável?
AC – É engraçado, ser roastery e não um café, o que mais podemos fazer é contar às pessoas o que encontramos! No entanto, como mencionado, levei a ACV mais adiante para examinar toda a cadeia de suprimentos de café e, como roastery, instalamos painéis solares para compensar todo o uso de eletricidade em nossa operação e implementamos uma sacola, um bule de café e uma xícara de café programa de reciclagem. Como um todo, o desperdício nas torradeiras é muito pequeno se comparado aos cafés ou ao nível do consumidor, mas tudo o que podemos fazer para minimizar nossa pegada é importante!

BH – O uso de energia parece ser a maior fonte de emissões para a maioria dos cafés. Quais são as maneiras mais fáceis para os cafés reduzirem o uso de energia envolvido na fabricação de café?
CA – Conforme a resposta acima, o uso de uma máquina de café com o modo econômico embutido pode reduzir o consumo de energia em modo inativo em 50%. Isso pode economizar dinheiro e carbono. Da mesma forma, uma alternativa interessante é usar máquinas como a Übermilk/barissima espumar seu leite. Ele aquece usando bobinas de resistência e não a vapor, portanto, pode-se obter uma economia significativa de energia aqui. Além disso, como ele dispensa o leite de maneira direta e precisa, há menor desperdício de alimentos, o que pode representar 26% da pegada de um café (pelo menos na Austrália). De fato, a partir de alguns testes, descobrimos que você pode economizar 20% no consumo de leite usando sistemas de dosagem precisos, o que facilita a carga da carteira e o meio ambiente. As melhores soluções sempre têm esse resultado, é claro.

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